O NOME DE JESUS

“Pelo que também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu o nome que é sobre todo nome; para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai”. (Filipenses 2.9-11)

Um nome envolve muito além do que uma forma de identificação. Pode atribuir autoridade, poder e honra. A Palavra diz que o nome do Senhor Jesus tem toda autoridade, pois Ele é o Filho de Deus (Mt 28.18). Um dos grandes anseios dos primeiros cristãos era que o nome de Jesus Cristo fosse glorificado. O centro da ação da Igreja pode se resumir no nome de Jesus. É o que vemos a partir do texto de Atos, nos capítulos 3 e 4.

Está diante de nós um deficiente físico com todas as suas carências legítimas. Um homem que, diante de suas necessidades, deveria ser cuidado e tratado. Porém, o que observamos é um homem que estava sendo usado. A Palavra nos deixa bem claro que ele era levado, era colocado lá todos os dias para pedir esmolas (At 3.2). Havia todo um esquema por trás dele. Alguém ganhava com sua deficiência. O grande problema, portanto, não era apenas a sua carência física, mas todo um sistema opressor que o explorava.

Vivemos cercados por um sistema movido por esquemas opressores e exploratórios que nos atingem todos os dias, a todo instante. É para um mundo como esse que fomos chamados. Somos a resposta para este mundo caído. Temos o remédio para uma sociedade doente, manipulada pelas trevas e escrava do pecado. O coxo precisava ser liberto não apenas de sua carência física, mas do sistema que o aprisionava. Os discípulos o colocam de pé, e Jesus lhe firma os pés. Como ouvi uma vez de certo pregador: “Todo aquele que a Igreja colocar de pé, Jesus o fará andar”.

Quando os discípulos respondem “não temos prata e nem ouro” (At 3.6), eles estão dizendo: “Não concordamos com o esquema! Não cooperamos com isso, mas o que temos não vamos sonegar! Temos o nome, vamos libertá-lo!”. Eles decretam a libertação daquele homem por meio do NOME de Jesus Cristo, o Nazareno, o NOME daquele que tem todo o poder. Quem anuncia o NOME de Jesus, estende a mão libertadora. Fomos ungidos para libertar homens. Essa é a nossa missão.

É contagiante notar como o povo ao redor foi atraído pela libertação e cura daquele homem (At 3.9,10; 4.21). As pessoas conheciam sua história, e agora testemunhavam sua libertação, porque o homem saltava e louvava a Deus (At 3.8)! Pessoas verdadeiramente alcançadas pelo NOME de Jesus Cristo naturalmente carregam consigo marcas evidentes de sua libertação. Essas marcas estão sempre expostas, causando admiração e muitas vezes perplexidade naqueles que estão ao seu redor.

O grande “problema” não foi a cura do coxo, mas sim o modo pelo qual foi curado. Um modo emancipador, libertador. Isso revoltou os sacerdotes e anciãos. Depois de presos, questionados e ameaçados por causa do NOME, Pedro e João voltam para seus companheiros e contam todo o ocorrido. Juntos, como Igreja, erguem a voz em oração a Deus. Charles Haddon Spurgeon, grande pregador inglês, quando questionado sobre o segredo de seu ministério extraordinário respondeu: “Meu povo ora por mim”. Os discípulos oram juntos e citam o Salmo 2 em sua oração. A resposta de Deus ao clamor da Sua Igreja é marcante, poderosa e emocionante. Depois de orarem (At 4.31), o lugar onde estavam reunidos tremeu! Todos foram cheios do Espírito Santo e continuaram a pregar corajosamente a Palavra. Era o próprio suspiro da justiça de Deus manifestado naquele lugar, como que Deus dizendo ao Seu povo e a nós hoje:

“Eu estou ouvindo o clamor de vocês! Eu vou fazer as paredes gritarem e o chão tremer! Eu destruirei as estruturas do sistema! Eu mesmo quebrarei esses esquemas de injustiça e escravidão! Não se intimidem! Eu vou mostrar quem tem as bases e o alicerce nas mãos! Vão em meu NOME, podem ir, eu estou com vocês!”.

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