O CULTO É INVENCÍVEL

“Veio outro anjo e ficou de pé junto ao altar, com um incensário de ouro, e foi-lhe dado muito incenso para oferecê-lo com as orações de todos os santos sobre o altar de ouro que se acha diante do trono; e da mão do anjo subiu à presença de Deus a fumaça do incenso, com as orações dos santos.” (Apocalipse 8.3-4)

João foi o último dos apóstolos a morrer, por volta do anos 90 d.C. Diz a tradição cristã que as autoridades Romanas tentaram matá-lo jogando-o em um caldeirão de óleo fervendo, mas como ele não morreu, resolveram exilá-lo na Ilha de Patmos.

O apóstolo era apenas uma das vítimas da carnificina de cristãos que dominava o Império Romano. As técnicas de execução eram criativas: alguns eram crucificados, outros despedaçados por leões nos espetáculos públicos, outros queimados vivos. O imperador Domiciano chegou a usar corpos de cristãos como combustível para as luminárias de Roma.

Os milagres eram escassos, o choro e a dor eram frequentes. ​Foi nesses dias sangrentos da história da Igreja que o próprio Jesus Cristo apareceu a um João exilado e solitário em Patmos​.

E​m um Domingo de Culto​, ​João vê uma grande cidade, ​o Cordeiro ​resplandecente ​assentado no trono, e miríades de anjos, querubins, serafins, anciões e criaturas viventes prestando um culto eterno e sem fim diante do trono.​ ​​O mais surpreendente dessa visão é o fato de que a Igreja está nela​:​ gente de todas as nações, tribos, povos e línguas ​é vista​ adorando no culto eterno, com vestes brancas e palmas nas mãos (Apocalipse 7:9-10). Diz o texto que as orações dos santos são recebidas e oferecidas com incenso suave (Apocalipse 8:3)​, e os mártires​ – ​assassinados por su​a​ ​fé em Jesus Cristo​ – ​permaneciam​ junto do altar clamando, e cada um deles recebeu uma roupa branca e comprida (Apocalipse 6:10-11).

A visão do Apocalipse é absolutamente libertadora pros cristãos perseguidos do século I. Jesus mostra à sua Igreja de forma clara como os sofrimentos da Igreja são vistos da eternidade, do ponto de vista dEle.​ O que Jesus mostra é que o culto ao Cordeiro se mantém pela eternidade e nunca termina, nada e ninguém é capaz de deter a Adoração que é prestada na Eternidade.

Os perseguidores da Igreja pensam que estão destruindo o culto. Eles nem imaginam que – ao produzirem mártires – estão tornando o culto ao Cordeiro mais belo. As mortes, lágrimas e clamores dos cristãos no decorrer dos séculos têm sido desde a eternidade a matéria prima do incenso suave que enche o santuário durante o culto.

A Revelação do Apocalipse nos mostra que o culto na verdade nunca começou e nunca vai terminar, o culto não depende de uma condição favorável, de um governo benevolente ou de leis que garantam liberdade. Nem a rebelião de Satanás foi capaz de pará-lo. O culto permanece, ele não depende da nossa vontade individual de promovê-lo, ele simplesmente permanece acontecendo, invencível. Sangue de mártires e lágrimas não derrotam o culto, apenas o abrilhantam.

Quando entendemos a profundidade do Apocalipse, entendemos que a nossa adoração aqui na terra – nas nossas reuniões – só faz algum sentido quando está conectada à adoração triunfante dos céus.

Entendemos, por fim, que a adoração triunfante a Jesus permanece firme mesmo quando parece que ela foi derrotada. Você quer fazer parte dessa adoração eterna? Pois se hoje te faltaram canções felizes pro culto, olhe pro Apocalipse e experimente fazer parte do culto com as suas lágrimas, as suas dores e com o seu corpo entregue em sacrifício.

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